Guia
10.02.2026

Net Zero Industrial: O Roadmap Prático para Empresas Brasileiras Alcançarem Emissões Líquidas Zero

Net zero se tornou o norte estratégico da descarbonização global, mas a maioria das empresas brasileiras ainda confunde net zero com carbono neutro e não tem um roadmap crídivel para chegar lá. Com o SBCE, CBAM e SBTi elevando a barra, este guia detalha o que net zero realmente significa, como construir uma trajetória alinhada à ciência e quais tecnologias e estratégias são necessárias por setor industrial.
Net zero vs carbono neutro: a diferença crítica

Carbono neutro significa compensar 100% das emissões com créditos de carbono, sem necessariamente reduzi-las. Uma empresa pode ser "carbono neutra" emitindo o mesmo tanto e comprando créditos para compensar.

Net zero é fundamentalmente diferente. Segundo o padrão SBTi (Science Based Targets initiative), net zero exige redução de pelo menos 90% das emissões em relação ao ano-base, com apenas os 10% residuais sendo neutralizados via remoções permanentes de carbono. Compensação com créditos de redução não conta.

Essa distinção é crítica: net zero exige transformação real das operações, não apenas compra de créditos.

O framework SBTi para net zero

O SBTi é o padrão mais crídivel e aceito para metas climáticas corporativas. Seu framework de net zero exige: metas de curto prazo (5-10 anos) com reduções anuais de 4,2% para limitar aquecimento a 1,5°C, metas de longo prazo com redução de 90%+ até 2050, neutralização dos ~10% residuais via remoções permanentes (não compensações), e cobertura dos três escopos (1, 2 e 3).

Por que isso importa no Brasil: Investidores internacionais, importadores europeus (via CBAM) e a própria CVM estão exigindo metas baseadas em ciência. Empresas com metas SBTi terão acesso preferencial a capital e mercados.

Construção do roadmap por setor

Siderurgia: Curto prazo — eficiência energética, recuperação de calor, otimização de processos. Médio prazo — aumento de sucata no mix (rota EAF), eletrificação, biomassa como redutor. Longo prazo — hidrogênio verde como redutor, CCUS, aço verde.

Cimento: Curto prazo — coprocessamento de resíduos, eficiência térmica. Médio prazo — clínqueres alternativos (LC3, belite), biomassa. Longo prazo — CCUS (essencial pois emissões de processo não podem ser eliminadas), cimentos carbono-negativos.

Química: Curto prazo — eficiência energética, eletrificação de utilidades. Médio prazo — matérias-primas renováveis, reciclagem química. Longo prazo — eletrólise para hidrogênio, e-fuels, CCUS.

Mineração: Curto prazo — eletrificação de frota (caminhões elétricos), PPAs renováveis. Médio prazo — automação e otimização de rotas, transporte por correia. Longo prazo — frota 100% elétrica, operações autônomas, mineralização de carbono.

Financiamento da transição

O roadmap net zero exige investimentos significativos, mas diversas fontes de financiamento estão disponíveis: green bonds e sustainability-linked bonds, linhas de crédito do BNDES para descarbonização, fundos climáticos internacionais, economia gerada por eficiência energética e receita de créditos de carbono (CRVEs e voluntários).

O papel do CarbonOS no roadmap net zero

O Decarbonization Planner do CarbonOS modela trajetórias net zero alinhadas ao SBTi: gera curvas MAC customizadas por instalação, modela cenários de investimento e retorno, monitora progresso contra metas em tempo real, e integra com análise de risco climático e compliance regulatório (SBCE, CBAM, CSRD).

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Especialista em carbono da equipe CarbonovaConsultor de sustentabilidade da equipe Carbonova
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