Guia
11.02.2026

GHG Protocol: Como Aplicar a Metodologia na Prática para Indústrias Brasileiras

O GHG Protocol é o padrão global para contabilização de emissões e a base do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG) da FGV. Com o SBCE tornando inventários obrigatórios, entender a metodologia na prática — limites organizacionais, abordagens de consolidação, seleção de fatores de emissão e critérios de qualidade — é crítico. Este guia traduz o framework técnico em passos aplicáveis para indústrias brasileiras.
O que é o GHG Protocol

O GHG Protocol é um conjunto de padrões desenvolvido pelo World Resources Institute (WRI) e pelo WBCSD para contabilizar e reportar emissões de gases de efeito estufa. É o framework mais utilizado no mundo e serve como base para o SBCE, o CDP, a CSRD e metas SBTi.

No Brasil, o Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG), operado pela FGV, adapta a metodologia para o contexto nacional. Empresas que publicam inventários via PBGHG recebem selos de qualidade (Ouro, Prata, Bronze) que sinalizam maturidade em gestão de emissões.

Limites organizacionais

O primeiro passo é definir quais operações entram no inventário. O GHG Protocol oferece duas abordagens:

Controle operacional: A empresa inclui 100% das emissões de operações que controla. É a abordagem mais usada no Brasil e a exigida pelo SBCE. Vantagem: simples e alinhada com capacidade de ação sobre emissões.

Participação acionária: A empresa inclui emissões proporcionais à sua participação acionária em cada operação. Usada por grupos econômicos com joint ventures e participações cruzadas.

Princípios de qualidade

O GHG Protocol define cinco princípios que todo inventário deve seguir: Relevância (o inventário reflete a realidade da empresa), Completude (todas as fontes materiais são incluídas), Consistência (metodologias permitem comparação ao longo do tempo), Transparência (premissas e metodologias são documentadas) e Precisão (incertezas são minimizadas e documentadas).

Fatores de emissão: como escolher

Fatores de emissão convertem dados de atividade (litros de diesel, MWh consumidos, toneladas de calcário) em emissões de GEE. A qualidade do inventário depende diretamente da qualidade dos fatores escolhidos.

Hierarquia de preferência: Medição direta (CEMS) > Fatores específicos da instalação > Fatores nacionais (MCTI, EPE) > Fatores regionais > Fatores globais (IPCC). O SBCE definirá fatores obrigatórios para setores regulados.

No Brasil, as principais fontes de fatores de emissão são: MCTI (fator de emissão do SIN), EPE (balanço energético), IPCC (Guidelines 2006/2019) e bancos de dados setoriais (ex: worldsteel para siderurgia).

Gases cobertos

O GHG Protocol cobre sete gases de efeito estufa: CO₂ (dióxido de carbono), CH₄ (metano), N₂O (óxido nitroso), HFCs (hidrofluorcarbonos), PFCs (perfluorcarbonos), SF₆ (hexafluoreto de enxofre) e NF₃ (trifluoreto de nitrogênio). Todos são convertidos para tCO₂e usando o GWP (Global Warming Potential) de cada gás.

Ano-base e recalculações

O ano-base é o ponto de referência para medir progresso. Deve ser recalculado quando há mudanças estruturais (aquisições, desinvestimentos, mudança de metodologia). O SBCE definirá critérios específicos para recalculação do ano-base das empresas reguladas.

Como o CarbonOS implementa o GHG Protocol

O CarbonOS da Carbonova implementa o GHG Protocol nativamente: configuração automática de limites organizacionais, banco de +50 mil fatores de emissão atualizados (incluindo todos os fatores brasileiros do MCTI), cálculo contínuo dos três escopos, geração de relatórios no formato PBGHP/FGV e trilha de auditoria completa para verificação de terceiros.

Agende uma demonstração e veja como o CarbonOS automatiza o GHG Protocol para sua indústria.

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