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13.02.2026

Escopos 1, 2 e 3: Guia Definitivo para Calcular Emissões de GEE

Escopos 1, 2 e 3 do GHG Protocol - Guia para cálculo de emissões de gases de efeito estufa
Entenda de forma clara e prática o que são os Escopos 1, 2 e 3 do GHG Protocol, como calcular as emissões de cada escopo, quais setores têm maior impacto em cada categoria, e como a automação com IA pode transformar seu inventário de emissões de um exercício manual em inteligência operacional.
O que são os Escopos de Emissão

O GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol) é o framework mais utilizado no mundo para contabilizar emissões de gases de efeito estufa. Ele organiza as emissões em três categorias — ou escopos — que ajudam empresas a identificar de onde vem sua pegada de carbono e onde agir para reduzi-la.

Compreender esses escopos não é apenas uma questão acadêmica: é requisito para regulamentações como o SBCE, CBAM, CSRD e frameworks como TCFD e SBTi. Sem essa base, sua empresa não consegue reportar, reduzir nem monetizar suas emissões de forma confiável.

Escopo 1: Emissões Diretas

O Escopo 1 abrange todas as emissões que ocorrem diretamente nas operações controladas pela empresa. Isso inclui: combustão de combustíveis fósseis em caldeiras, fornos e veículos próprios; emissões fugitivas de sistemas de refrigeração e equipamentos pneumáticos; e emissões de processos industriais como a calcinagem no cimento ou a redução de minério de ferro.

Na prática, para calcular o Escopo 1 você precisa de dados de consumo de combustíveis (diesel, gás natural, GLP, carvão), inventário de equipamentos de refrigeração (com tipo e massa de gás refrigerante), e dados de produção para emissões de processo. Esses dados são multiplicados por fatores de emissão específicos, publicados por entidades como IPCC, EPA ou o Programa Brasileiro GHG Protocol.

Escopo 2: Emissões Indiretas de Energia

O Escopo 2 cobre emissões associadas à geração de eletricidade, vapor, calor ou resfriamento adquiridos pela empresa. No Brasil, o fator de emissão da eletricidade varia significativamente dependendo do mix energético da rede — que muda conforme chuvas, despacho de térmicas e horário.

O GHG Protocol oferece duas abordagens: a baseada em localização (location-based), que usa o fator médio da rede elétrica; e a baseada em mercado (market-based), que considera contratos de compra de energia renovável, RECs (Certificados de Energia Renovável) e PPAs. Empresas que investem em energia limpa se beneficiam enormemente da abordagem market-based, pois podem reportar emissões muito menores.

Escopo 3: Emissões da Cadeia de Valor

O Escopo 3 é tipicamente responsável por 70% a 90% da pegada total de uma empresa, mas também é o mais desafiador de calcular. Ele inclui 15 categorias definidas pelo GHG Protocol, desde bens e serviços adquiridos até transporte de produtos, uso de produtos vendidos e investimentos.

As categorias mais relevantes para indústrias brasileiras geralmente são: Categoria 1 (bens e serviços adquiridos), Categoria 4 (transporte upstream), Categoria 9 (transporte downstream) e Categoria 11 (uso de produtos vendidos). Para empresas financeiras, a Categoria 15 (investimentos) domina.

O cálculo do Escopo 3 exige colaboração com fornecedores, dados de logistica, e muitas vezes estimativas baseadas em spend analysis quando dados primários não estão disponíveis.

Erros Comuns no Cálculo de Emissões

Vários erros são recorrentes em inventários corporativos: usar fatores de emissão desatualizados ou do país errado; ignorar emissões fugitivas (que podem representar 5-15% do Escopo 1 em indústrias); não considerar a sazonalidade do grid elétrico brasileiro no Escopo 2; e extrapolar dados de um fornecedor para toda a cadeia no Escopo 3 sem ajustes regionais.

Além disso, muitas empresas realizam o inventário como um exercício anual retroativo em planilhas, perdendo a oportunidade de usar dados em tempo real para tomada de decisão. Quando o inventário chega, ele já tem meses de atraso e pouca utilidade operacional.

Como a IA transforma o inventário de emissões

A plataforma CarbonOS da Carbonova automatiza o processo completo: conecta-se a sistemas operacionais (ERP, SCADA, IoT) via Signal Ingest, calcula emissões em tempo real usando uma API com mais de 50 mil fatores de emissão globais, e mantém o inventário atualizado continuamente através do Carbon Intelligence.

O resultado é um inventário que não é apenas um relatório — mas uma ferramenta de gestão que detecta anomalias, sugere reduções e gera relatórios prontos para auditoria em padrões GHG Protocol, ISO 14064, SBCE e CBAM.

Agende uma demonstração e veja como transformar seu inventário em inteligência operacional.

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