Regulação
09.02.2026

CDP e CSRD: Como Reportar Sustentabilidade no Padrão Exigido por Investidores e Reguladores

CDP e CSRD representam as duas maiores pressões de reporte de sustentabilidade para empresas brasileiras: uma vem dos investidores (CDP) e outra da regulamentação europeia (CSRD). Responder ao CDP e se adequar à CSRD exigem dados granulares, auditáveis e alinhados a padrões internacionais. Este guia detalha o que cada framework exige, quem é obrigado, como se preparar e como centralizar o reporte em uma única plataforma.
CDP: o questionário dos investidores

O CDP (Carbon Disclosure Project) é a principal plataforma global de divulgação ambiental corporativa. Mais de 23.000 empresas respondem ao CDP anualmente, representando mais da metade da capitalização de mercado global. Investidores institucionais com US$ 136 trilhões em ativos usam os dados do CDP para decisões de investimento.

O que o CDP exige: Questionário detalhado cobrindo governança climática, riscos e oportunidades, estratégia de transição, metas de emissão, emissões de Escopo 1, 2 e 3, verificação de dados, e engajamento com a cadeia de valor.

Score CDP: De A (liderança) a D- (divulgação). O score é público e usado por investidores, clientes e analistas para avaliar maturidade climática. Empresas com score A têm acesso facilitado a capital e contratos.

CSRD: a regulamentação europeia

A CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive) é a nova diretiva europeia que exige reportes de sustentabilidade padronizados e auditados. Substituiu a NFRD e ampliou drasticamente o escopo de empresas obrigadas.

Quem é obrigado: Grandes empresas com operações na UE (receita >€150M na UE). Subsidiárias de empresas não-UE com receita significativa na Europa. Empresas listadas em bolsas europeias. Na prática, diversas multis brasileiras e empresas com clientes europeus serão afetadas.

ESRS (European Sustainability Reporting Standards): A CSRD usa os padrões ESRS, que cobrem mudança climática, poluição, água, biodiversidade, economia circular, força de trabalho, comunidades, consumidores e governança. O módulo climático (ESRS E1) exige dados detalhados de emissões, metas, plano de transição e análise financeira de riscos climáticos.

A convergência CDP-CSRD

O CDP alinhou seu questionário com os ESRS, criando uma via única de reporte. Empresas que respondem ao CDP podem usar os mesmos dados para a CSRD. Isso reduz duplicação de esforço, mas exige que os dados atendam ao padrão mais rigoroso (auditado, com materialidade dupla).

Como se preparar

1. Avalie materialidade dupla: A CSRD exige análise de materialidade de "dupla perspectiva" — impactos da empresa no clima E impactos do clima na empresa (riscos físicos e de transição).

2. Centralize dados de emissões: Ambos exigem Escopo 1, 2 e 3 com granularidade, consistência temporal e verificação de terceiros.

3. Documente governança: Quem na direção é responsável por clima? Que incentivos estão atrelados a metas? Que processos de gestão de risco existem?

4. Prepare plano de transição: CDP e CSRD exigem planos de transição climática com metas, investimentos e timeline.

Como o CarbonOS resolve o reporte

O Compliance Agent do CarbonOS gera relatórios prontos para CDP, CSRD/ESRS, SBCE, GHG Protocol e CVM a partir de uma base de dados única. Elimina retrabalho, garante consistência entre frameworks e mantém trilha de auditoria para verificação obrigatória.

Agende uma demonstração e centralize seu reporte de sustentabilidade em uma única plataforma.

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Especialista em carbono da equipe CarbonovaConsultor de sustentabilidade da equipe Carbonova
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