CBAM 2026: Guia Completo para Exportadores Brasileiros

O que é o CBAM e por que importa para o Brasil
O Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM) é um mecanismo da União Europeia que aplica uma taxa sobre as emissões de carbono incorporadas em produtos importados. Na prática, é uma barreira comercial climática: se o seu produto tem alto teor de carbono embutido na produção e seu país não precifica carbono de forma equivalente ao EU ETS, você paga a diferença ao exportar para a Europa.
Para o Brasil, isso é particularmente relevante. O país exporta bilhões de euros em produtos que caem nas categorias CBAM — especialmente aço, alumínio e fertilizantes. Sem uma estratégia clara de compliance, esses exportadores enfrentam custos adicionais significativos que podem comprometer a competitividade.
Cronograma de Implementação
O CBAM está sendo implementado em fases. A fase de transição começou em outubro de 2023 e vai até dezembro de 2025, exigindo apenas relatórios trimestrais das emissões incorporadas. A partir de janeiro de 2026, inicia-se a fase definitiva: importadores europeus precisarão comprar certificados CBAM para cobrir as emissões declaradas. O preço desses certificados será vinculado ao preço médio semanal do EU ETS.
Setores e Produtos Afetados
O CBAM cobre inicialmente seis setores: cimento, ferro e aço, alumínio, fertilizantes, eletricidade e hidrogênio. Para cada um, a regulamentação define metodologias específicas de cálculo das emissões incorporadas, considerando emissões diretas (Escopo 1) e, em alguns casos, indiretas de eletricidade (Escopo 2).
Exportadores brasileiros de aço e ferro-gusa são os mais impactados em volume. A siderurgia nacional, embora utilize proporcionalmente mais carvão vegetal que a média global, precisa documentar e comprovar suas emissões reais para evitar a aplicação de valores padrão (default values) da UE — que tendem a ser significativamente mais altos.
O que sua empresa precisa fazer agora
A preparação envolve quatro etapas fundamentais:
1. Inventário preciso de emissões por produto: O CBAM exige emissões específicas por instalação e por produto (emissões incorporadas específicas, medidas em tCO₂e por tonelada de produto). Isso requer sistemas de medição granulares que conectem dados operacionais ao cálculo de emissões.
2. Documentação e rastreabilidade: Importadores europeus vão exigir declarações verificáveis. Sua empresa precisa fornecer dados auditáveis sobre emissões diretas, consumo de eletricidade, fatores de emissão e metodologia de cálculo.
3. Avaliação do impacto financeiro: Calcule quanto o CBAM representará em custo adicional por tonelada exportada. Compare o cenário de usar valores reais versus valores padrão da UE. A diferença pode ser de 30% a 60% no custo final.
4. Estratégia de mitigação: Reduza emissões na produção, considere energia renovável certificada, e avalie se o pagamento de carbono no Brasil (via SBCE) pode ser abatido do CBAM.
CBAM e SBCE: a conexão brasileira
A regulamentação CBAM permite que exportadores abatam custos de carbono já pagos em seus países de origem. Com o SBCE entrando em operação gradual, empresas brasileiras que pagarem pelo carbono internamente poderão usar isso como crédito contra o CBAM. Essa é uma das razões mais pragmáticas para que indústrias exportadoras apoiem ativamente a implementação eficaz do mercado brasileiro de carbono.
Como a Carbonova pode ajudar
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